quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Aviso
Caros colegas, postei alguns vídeos, mais percebi que os mesmos não estão querendo mais abrir. Vou verificar pra ver se consigo solucionar o problema. Peço desculpas. Abraços. Até mais.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Verdades da Profissão de Professor
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Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda."
Fonte: http://pensador.uol.com.br/poesia_sobre_educacao/
domingo, 14 de outubro de 2012
Curiosidades sobre o dia do professor
Você sabe como surgiu o Dia do Professor?
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O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".
Fontes: Site www.diadoprofessor.com.br Site www.unigente.com |
Calendário comemorativo mês de Outubro
O que se comemora no mês de Outubro?
01 – Início da semana de Proteção dos Animais, Dia do Internacional do vendedor dia Internacional das Pessoas da Terceira Idade, dia do Vereador;
02 – Dia nacional do Habitat;
03 – Dia internacional do Dentista, dia da Anistia;
04 – Dia Internacional da Ecologia, dia da Natureza, dia dos Animais, dia Mundial das Crianças;
05 – Dia Internacional das Aves, criação do Estado de Roraima e do Tocantins, dia Mundial do Professor;
06 – Dia do Tecnólogo;
07 – Dia do Compositor Brasileiro, dia dos Avós, dia do Município;
08 – Dia do Nordestino;
09 – Dia Internacional dos Correios, dia do Atletismo;
10 – Dia Mundial da Saúde Mental;
11 – Dia do Deficiente Físico, criação do estado de Mato Grosso do Sul;
12 – Dia de N. Sra. Aparecida, dia do Engenheiro Agrônomo, dia da Criança, dia do Mar, dia do Corretor de Seguros;
13 – Dia do Fisioterapeuta, dia da Terapia Ocupacional;
14 – Dia da Pecuária;
15 – Dia do Professor, dia do Educador Ambiental, dia do Securitário;
16 – Dia Mundial da Alimentação, dia da Ciência e da Tecnologia, dia do Anestesista;
17 – Dia do Eletricista, dia da Apicultura, dia Internacional para Erradicação da Pobreza;
18 – Dia do Médico, dia do Pintor;
19 – Aniversário do estado do Piauí;
20 – Dia do Arquivista;
23 – Dia da Aviação e do Aviador Brasileiro;
24 – Dia Internacional do Desenvolvimento, dia Mundial da ONU, Aniversário de Manaus;
25 – Dia da Saúde Dentária, dia da Construção Civil, dia do Sapateiro, dia da Democracia;
26 – Dia do Trabalhador da Construção Civil;
28 – Dia do Servidor Público;
29 - Dia nacional do Livro;
30 – Dia do balconista, dia do Comerciário;
31 – Dia Internacional do Comissário de Voo, dia Internacional da Poupança, dia das Bruxas.
IDEB
Verifique a nota das escolas públicas de todo Brasil clicando em: Nota-da-escola
http://educarparacrescer.abril.com.br/nota-da-escola
Verifique a nota das escolas públicas de todo Brasil clicando em: Nota-da-escola
http://educarparacrescer.abril.com.br/nota-da-escola
Educação e valores
A moral da história
10 respostas para ajudar na formação de crianças e adolescentes
A transmissão de valores é uma das preocupações que todo pai tem ao educar. Como fazer isso no dia-a-dia? Quais valores precisam ser passados? A escola pode ajudar? É natural que dúvidas acabem surgindo: o assunto é sério. Sem transmitir os valores humanos universais, não há como formar cidadãos éticos e preparados para viver em sociedade. Apesar de não existir respostas simples, é possível apontar caminhos a serem seguidos, com o objetivo de amenizar alguns problemas de comportamento enfrentados atualmente. Indisciplina, rebeldia, birra infantil, envolvimento dos jovens com álcool e drogas e os insatisfatórios níveis de aprendizagem estão entre as reclamações mais comuns das famílias (e das escolas). A pergunta que fica é “como chegamos a esse ponto?”. Para o psicoterapeuta e consultor organizacional José Ernesto Bologna, a realidade de hoje é conseqüência das transformações que marcaram o século 20 - perda do papel da religião como fonte de moralidade, desestruturação da família e, também, nascimento de um novo status para o jovem, que passou a ser reconhecido como uma força social com vontade própria. “Ser jovem passou a ser um ideal para toda a sociedade, mesmo para os idosos”, afirma.
Muitos pais associam a Educação fincada na moral e nos valores com autoritarismo e acreditam ser um retrocesso ao conservadorismo. Educar para os valores é convidar alguém a acreditar naquilo que apreciamos, como, por exemplo, respeitar o próximo. Não há valor que se sustente sem bons exemplos. Não adianta os pais defenderem que a criança não pode agir como se ela fosse o centro do universo se eles próprios o fazem em seu dia-a-dia.
O que você precisa saber para transmitir seus valores sem medo? 10 respostas ajudam na formação de crianças e adolescentes:
1- O que são valores? Segundo uma das definições mais aceitas na Educação, proposta pelo biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), valores são investimentos afetivos. Isso quer dizer que, apesar de se apoiarem em conceitos, estão ligados a emoções, tanto positivas quanto negativas. Educar para os valores é transmitir aos filhos ou alunos idéias em que realmente acreditamos por exemplo, que vale a pena ouvir enquanto outra pessoa estiver falando. Ou que ficar muito tempo no chuveiro pode levar à falta de água para todos. Ou ainda que cada um é responsável por seus atos.
Segundo uma das definições mais aceitas na Educação, proposta pelo biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), valores são investimentos afetivos. Isso quer dizer que, apesar de se apoiarem em conceitos, estão ligados a emoções, tanto positivas quanto negativas. Educar para os valores é transmitir aos filhos ou alunos idéias em que realmente acreditamos por exemplo, que vale a pena ouvir enquanto outra pessoa estiver falando. Ou que ficar muito tempo no chuveiro pode levar à falta de água para todos. Ou ainda que cada um é responsável por seus atos.
2- Quem define os valores da criança? É claro que família e escola estão juntas nessa empreitada, mas a influência que elas exercem tem pesos diferentes. A escola pode dar um apoio fundamental aos pais, mas está longe de substituí-los na tarefa de educar. A família vem em primeiro lugar, pois os laços afetivos entre pais e filhos são dos mais fortes. 'Hoje, sabe-se que o ambiente moral da casa tem grande importância na formação das crianças', diz o psicoterapeuta José Ernesto Bologna. Para ele, os filhos acabam assumindo a maioria dos valores da família. 'O papel da escola é fundamental, mas não pode ser comparado ao da família', reforça a professora de Educação Infantil Andréa Félix Dias, doutoranda em psicologia. Segundo ela, na escola a criança e o adolescente estão em um ambiente de grupo, e precisam se adequar a um conjunto de regras bastante diferentes das que têm em casa.
É claro que família e escola estão juntas nessa empreitada, mas a influência que elas exercem tem pesos diferentes. A escola pode dar um apoio fundamental aos pais, mas está longe de substituí-los na tarefa de educar. A família vem em primeiro lugar, pois os laços afetivos entre pais e filhos são dos mais fortes. 'Hoje, sabe-se que o ambiente moral da casa tem grande importância na formação das crianças', diz o psicoterapeuta José Ernesto Bologna. Para ele, os filhos acabam assumindo a maioria dos valores da família. 'O papel da escola é fundamental, mas não pode ser comparado ao da família', reforça a professora de Educação Infantil Andréa Félix Dias, doutoranda em psicologia. Segundo ela, na escola a criança e o adolescente estão em um ambiente de grupo, e precisam se adequar a um conjunto de regras bastante diferentes das que têm em casa.
3- Impor valores é um ato autoritário? Muitas famílias hesitam em transmitir valores por acharem que estão sendo moralistas e autoritárias. Mas este é um pensamento equivocado. Todo mundo precisa ter seus próprios valores, porque é a partir deles que derivam o caráter, as crenças e as opiniões de uma pessoa. Por outro lado, os pais não terão sucesso se tentarem impor o pacote todo aos filhos. É preciso aceitar que existem muitos outros fatores que interferem na formação do indivíduo, como, no caso da adolescência, o grupo de amigos, a necessidade de afirmação e aceitação no grupo e, também, a própria pulsão de ser diferente dos pais.
Muitas famílias hesitam em transmitir valores por acharem que estão sendo moralistas e autoritárias. Mas este é um pensamento equivocado. Todo mundo precisa ter seus próprios valores, porque é a partir deles que derivam o caráter, as crenças e as opiniões de uma pessoa. Por outro lado, os pais não terão sucesso se tentarem impor o pacote todo aos filhos. É preciso aceitar que existem muitos outros fatores que interferem na formação do indivíduo, como, no caso da adolescência, o grupo de amigos, a necessidade de afirmação e aceitação no grupo e, também, a própria pulsão de ser diferente dos pais.
4- Os valores precisam ser os mesmos em todas as famílias? Não, os valores são relativos e por isso não são compartilhados da mesma forma por todas as pessoas. Existem valores que servem para uns, mas não para outros. E ninguém é melhor ou pior por isso. É importante: ter clareza das próprias posições, reconhecer as próprias crenças, limites e aspirações e saber o que embasa nossas escolhas. Tanto melhor se nossos valores caminharem em direção a ideais mais universais. 'Alguns valores estão presentes na maioria das culturas, como a coragem, a perseverança, a compaixão', diz José Ernesto Bologna, psicoterapeuta e consultor organizacional, que complementa: 'do ponto de vista da Educação, é melhor buscarmos esses valores mais estáveis'. Os professores também precisam ter isso bem claro. Questões como ética, moral e valores devem ser trabalhadas dentro das escolas, mas de forma nenhuma podem ser tratadas como verdades inquestionáveis. 'Acima de tudo, as individualidades precisam ser respeitadas', ressalta Bologna. 'Por exemplo, professores podem procurar mostrar o quanto o deslumbramento pelo consumo e pela beleza física tem poucas chances de realmente corresponder a um ideal de felicidade factível. Todavia, se os alunos permanecerem achando que os shoppings são o melhor lugar do planeta, eles têm todo o direito de fazê-lo', concorda o psicólogo Yves de La Taille
Não, os valores são relativos e por isso não são compartilhados da mesma forma por todas as pessoas. Existem valores que servem para uns, mas não para outros. E ninguém é melhor ou pior por isso. É importante: ter clareza das próprias posições, reconhecer as próprias crenças, limites e aspirações e saber o que embasa nossas escolhas. Tanto melhor se nossos valores caminharem em direção a ideais mais universais. 'Alguns valores estão presentes na maioria das culturas, como a coragem, a perseverança, a compaixão', diz José Ernesto Bologna, psicoterapeuta e consultor organizacional, que complementa: 'do ponto de vista da Educação, é melhor buscarmos esses valores mais estáveis'. Os professores também precisam ter isso bem claro. Questões como ética, moral e valores devem ser trabalhadas dentro das escolas, mas de forma nenhuma podem ser tratadas como verdades inquestionáveis. 'Acima de tudo, as individualidades precisam ser respeitadas', ressalta Bologna. 'Por exemplo, professores podem procurar mostrar o quanto o deslumbramento pelo consumo e pela beleza física tem poucas chances de realmente corresponder a um ideal de felicidade factível. Todavia, se os alunos permanecerem achando que os shoppings são o melhor lugar do planeta, eles têm todo o direito de fazê-lo', concorda o psicólogo Yves de La Taille.
5- Os pais podem pedir o apoio da escola? Sim, hoje em dia, a Educação requer informação e apoio, e a escola pode ser um braço-direito nessa questão. O problema é que muitos pais pedem socorro aos professores, mas nunca abrem mão de suas próprias soluções. 'Cada vez mais, quando a escola toma medidas disciplinadoras, a primeira providência dos pais é passar a mão na cabeça dos filhos, justificando seus atos e posicionando-se contra a escola', reclama a diretora de um colégio de elite na zona sul de São Paulo.
Sim, hoje em dia, a Educação requer informação e apoio, e a escola pode ser um braço-direito nessa questão. O problema é que muitos pais pedem socorro aos professores, mas nunca abrem mão de suas próprias soluções. 'Cada vez mais, quando a escola toma medidas disciplinadoras, a primeira providência dos pais é passar a mão na cabeça dos filhos, justificando seus atos e posicionando-se contra a escola', reclama a diretora de um colégio de elite na zona sul de São Paulo.
6- As escolas estão preparadas para transmitir valores? De maneira geral, sim, as escolas estão preparadas para se unir aos pais na Educação para valores. Cada vez mais as instituições tentam aliar o ensino de conteúdos com o trabalho com valores. E não apenas em disciplinas como Educação moral e cívica. Assuntos como gravidez precoce, por exemplo, estão sendo trabalhados nas mais diversas situações escolares. É o que educadores chamam atualmente de temas transversais, que podem cruzar as aulas de biologia, de português, de artes, entre muitas outras. Além disso, para dar conta não apenas dos conteúdos tradicionais, mas também das grandes questões que envolvem valores, as escolas vêm trabalhando com os extensos projetos pedagógicos, que buscam ir além do discurso e concretizar as idéias no cotidiano das crianças e jovens.
De maneira geral, sim, as escolas estão preparadas para se unir aos pais na Educação para valores. Cada vez mais as instituições tentam aliar o ensino de conteúdos com o trabalho com valores. E não apenas em disciplinas como Educação moral e cívica. Assuntos como gravidez precoce, por exemplo, estão sendo trabalhados nas mais diversas situações escolares. É o que educadores chamam atualmente de temas transversais, que podem cruzar as aulas de biologia, de português, de artes, entre muitas outras. Além disso, para dar conta não apenas dos conteúdos tradicionais, mas também das grandes questões que envolvem valores, as escolas vêm trabalhando com os extensos projetos pedagógicos, que buscam ir além do discurso e concretizar as idéias no cotidiano das crianças e jovens.
7- A família deve ter os mesmos valores da escola? Sim, é grande a importância de se escolher uma escola afinada com os valores das famílias. Pais que querem ver seus filhos como operadores do mercado financeiro não devem procurar escolas antroposóficas. Pais conservadores, que vão buscar os filhos nas festas, não se darão bem em escolas liberais. Educar e formar pessoas completas requer diálogo. Para que os diálogos sejam produtivos, é importante que partam de conceitos compartilhados.
Sim, é grande a importância de se escolher uma escola afinada com os valores das famílias. Pais que querem ver seus filhos como operadores do mercado financeiro não devem procurar escolas antroposóficas. Pais conservadores, que vão buscar os filhos nas festas, não se darão bem em escolas liberais. Educar e formar pessoas completas requer diálogo. Para que os diálogos sejam produtivos, é importante que partam de conceitos compartilhados.
8- Como separar os papéis da escola e da família? A criança precisa perceber claramente que as regras são definidas por aquele que está no comando: na escola, o professor; em casa, os pais. 'Família e escola precisam definir muito bem os seus códigos de conduta e têm o dever de fazer com que sejam seguidos pelos jovens', afirma Flávio Gikovate, diretor do Instituto de Psicoterapia de São Paulo.
A criança precisa perceber claramente que as regras são definidas por aquele que está no comando: na escola, o professor; em casa, os pais. 'Família e escola precisam definir muito bem os seus códigos de conduta e têm o dever de fazer com que sejam seguidos pelos jovens', afirma Flávio Gikovate, diretor do Instituto de Psicoterapia de São Paulo.
9- Por que os adolescentes contestam os valores da família? Geralmente, porque, nesta fase, a influência do grupo é muito forte. Os adultos precisam entender que, na adolescência, a palavra principal não é formação, e sim transformação. 'Os jovens colocam os valores em dúvida, e querem testá-los, o que é fundamental para seu amadurecimento', diz o psicólogo e educador Paulo Gaudêncio. Isso, segundo ele, fará com que escola e família percam importância, enquanto crescerá muito a influência do grupo de convívio. O psicólogo Bologna considera importante também levar em conta que entre os valores principais da juventude são a imitação (dos amigos), a cumplicidade (com os amigos) e a transgressão (de limites). Os pais não devem se incomodar com isso, o que não significa que não precisem ficar atentos.
Geralmente, porque, nesta fase, a influência do grupo é muito forte. Os adultos precisam entender que, na adolescência, a palavra principal não é formação, e sim transformação. 'Os jovens colocam os valores em dúvida, e querem testá-los, o que é fundamental para seu amadurecimento', diz o psicólogo e educador Paulo Gaudêncio. Isso, segundo ele, fará com que escola e família percam importância, enquanto crescerá muito a influência do grupo de convívio. O psicólogo Bologna considera importante também levar em conta que entre os valores principais da juventude são a imitação (dos amigos), a cumplicidade (com os amigos) e a transgressão (de limites). Os pais não devem se incomodar com isso, o que não significa que não precisem ficar atentos.
10- Qual a melhor maneira de garantir o caráter? É preciso dar o exemplo! Isso mesmo, além de conhecerem bem os seus valores, os adultos precisam praticá-los em seu dia-a-dia, nas pequenas e nas grandes atitudes. O mesmo nas escolas. Se não for assim, os jovens ficam sem ter onde se segurar, onde apoiar suas crenças.Professores que cobram disciplina, mas chegam atrasados e não cumprem acordos; pais que cobram posturas cidadãs, mas levam a vida com 'jeitinhos', ou, bem mais comum, que fazem promessas e não as cumprem: tudo isso pode abrir caminho para a formação de pessoas que dão mais valor à imagem que à palavra.
É preciso dar o exemplo! Isso mesmo, além de conhecerem bem os seus valores, os adultos precisam praticá-los em seu dia-a-dia, nas pequenas e nas grandes atitudes. O mesmo nas escolas. Se não for assim, os jovens ficam sem ter onde se segurar, onde apoiar suas crenças.Professores que cobram disciplina, mas chegam atrasados e não cumprem acordos; pais que cobram posturas cidadãs, mas levam a vida com 'jeitinhos', ou, bem mais comum, que fazem promessas e não as cumprem: tudo isso pode abrir caminho para a formação de pessoas que dão mais valor à imagem que à palavra.
Texto Paulo de Camargo e Juliana Bernardino http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/formacao-valores-413152.shtml
Bullying e escola
O fenômeno Bullying e as suas conseqüências psicológicas
Na atualidade, um dos temas que vem despertando cada vez mais, o interesse de profissionais das áreas de educação e saúde, em todo o mundo, é sem dúvida, o do bullying escolar. Termo encontrado na literatura psicológica anglo-saxônica, que conceitua os comportamentos agressivos e anti-sociais, em estudos sobre o problema da violência escolar.
Sem termo equivalente na língua portuguesa, define-se universalmente como “um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotado por um ou mais alunos contra outro(s), causando dor, angústia e sofrimento”. Insultos, intimidações, apelidos cruéis e constrangedores, gozações que magoam profundamente, acusações injustas, atuação de grupos que hostilizam, ridicularizam e infernizam a vida de outros alunos, levando-os à exclusão, além de danos físicos, psíquicos, morais e materiais, são algumas das manifestações do comportamento bullying.
O bullying é um conceito específico e muito bem definido, uma vez que não se deixa confundir com outras formas de violência. Isso se justifica pelo fato de apresentar características próprias, dentre elas, talvez a mais grave, seja a propriedade de causar “traumas” ao psiquismo de suas vítimas e envolvidos. Possui ainda a propriedade de ser reconhecido em vários outros contextos, além do escolar: nas famílias, nas forças armadas, nos locais de trabalho (denominado de assédio moral), nos asilos de idosos, nas prisões, nos condomínios residenciais, enfim onde existem relações interpessoais.Estudiosos do comportamento bullying entre escolares identificam e classificam assim os tipos de papéis sociais desempenhados pelos seus protagonistas: “vítima típica”, como aquele que serve de bode expiatório para um grupo; “vítima provocadora”, como aquele que provoca determinadas reações contra as quais não possui habilidades para lidar; “vítima agressora”, como aquele que reproduz os maus-tratos sofridos; “agressor”, aquele que vitimiza os mais fracos; “espectador”, aquele que presencia os maus-tratos, porém não o sofre diretamente e nem o pratica, mas que se expõe e reage inconscientemente a sua estimulação psicossocial.
Trata-se de um problema mundial, encontrado em todas as escolas, que vem se disseminado largamente nos últimos anos e que só recentemente vem sendo estudado em nosso país. Em todo o mundo, as taxas de prevalência de bullying, revelam que entre 5% a 35% dos alunos estão envolvidos no fenômeno. No Brasil, através de pesquisas que realizamos, inicialmente no interior do estado de São Paulo, em estabelecimentos de ensino públicos e privados, com um universo de 1.761 alunos, comprovamos que 49% dos alunos estavam envolvidos no fenômeno. Desses, 22% figuravam como “vítimas”; 15% como “agressores” e 12% como “vítimas-agressoras”.
Segundo especialistas, as causas desse tipo de comportamento abusivo são inúmeras e variadas. Deve-se à carência afetiva, à ausência de limites e ao modo de afirmação de poder e de autoridade dos pais sobre os filhos, por meio de “práticas educativas” que incluem maus-tratos físicos e explosões emocionais violentas. Em nossos estudos constatamos que 80% daqueles classificados como “agressores”, atribuíram como causa principal do seu comportamento, a necessidade de reproduzir contra outros os maus-tratos sofridos em casa ou na escola. Em decorrência desse dado extremamente relevante, nos motivamos em pesquisas e estudos, que nos possibilitou identificar a existência de uma doença psicossocial expansiva, desencadeadora de um conjunto de sinais e sintomas, a qual denominamos SMAR - Síndrome de Maus-tratos Repetitivos.
O portador dessa síndrome possui necessidade de dominar, de subjugar e de impor sua autoridade sobre outrem, mediante coação; necessidade de aceitação e de pertencimento a um grupo; de auto-afirmação, de chamar a atenção para si. Possui ainda, a inabilidade de expressar seus sentimentos mais íntimos, de se colocar no lugar do outro e de perceber suas dores e sentimentos.
Esta Síndrome apresenta rica sintomatologia: irritabilidade, agressividade, impulsividade, intolerância, tensão, explosões emocionais, raiva reprimida, depressão, stress, sintomas psicossomáticos, alteração do humor, pensamentos suicidas. É oriunda do modelo educativo predominante introjetado pela criança na primeira infância. Sendo repetidamente exposta a estímulos agressivos, aversivos ao seu psiquismo, a criança os introjeta inconscientemente ao seu repertório comportamental e transforma-se posteriormente em uma dinâmica psíquica “mandante” de suas ações e reações. Dessa forma, se tornará predisposta a reproduzir a agressividade sofrida ou a reprimi-la, comprometendo, assim, seu processo de desenvolvimento social.
As conseqüências para as “vítimas” desse fenômeno são graves e abrangentes, promovendo no âmbito escolar o desinteresse pela escola, o déficit de concentração e aprendizagem, a queda do rendimento, o absentismo e a evasão escolar. No âmbito da saúde física e emocional, a baixa na resistência imunológica e na auto-estima, o stress, os sintomas psicossomáticos, transtornos psicológicos, a depressão e o suicídio.
Para os “agressores”, ocorre o distanciamento e a falta de adaptação aos objetivos escolares, a supervalorização da violência como forma de obtenção de poder, o desenvolvimento de habilidades para futuras condutas delituosas, além da projeção de condutas violentas na vida adulta. Para os “espectadores”, que é a maioria dos alunos, estes podem sentir insegurança, ansiedade, medo e estresse, comprometendo o seu processo socioeducacional.
Este fenômeno comportamental atinge a área mais preciosa, íntima e inviolável do ser, a sua alma. Envolve e vitimiza a criança, na tenra idade escolar, tornando-a refém de ansiedade e de emoções, que interferem negativamente nos seus processos de aprendizagem devido à excessiva mobilização de emoções de medo, de angústia e de raiva reprimida. A forte carga emocional traumática da experiência vivenciada, registrada em seus arquivos de memória, poderá aprisionar sua mente a construções inconscientes de cadeias de pensamentos desorganizados, que interferirão no desenvolvimento da sua autopercepção e auto-estima, comprometendo sua capacidade de auto-superação na vida.
Dependendo do grau de sofrimento vivido pela criança, ela poderá sentir-se ancorada a construções inconscientes de pensamentos de vingança e de suicídio, ou manifestar determinados tipos de comportamentos agressivos ou violentos, prejudiciais a si mesma e à sociedade, isto se não houver intervenção diagnóstica, preventiva e psicoterápica, além de esforços interdisciplinares conjugados, por toda a comunidade escolar. Nesse sentido podemos citar as recentes tragédias ocorridas em escolas, como por exemplo, Columbine (E.U.A.); Taiuva (SP); Remanso (BA), Carmen de Patagones (ARG) e Red Lake (E.U.A.).
Esta forma de violência é de difícil identificação por parte dos familiares e da escola, uma vez que a “vítima” teme denunciar os seus agressores, por medo de sofrer represálias e por vergonha de admitir que está apanhando ou passando por situações humilhantes na escola ou, ainda, por acreditar que não lhe darão o devido crédito. Sua denúncia ecoaria como uma confissão de fraqueza ou impotência de defesa. Os “agressores” se valem da “lei do silêncio” e do terror que impõem às suas “vítimas”, bem como do receio dos “espectadores”, que temem se transformarem na “próxima vítima”.
Algumas iniciativas bem sucedidas vem sendo implantadas em escolas dos mais diversos países, na tentativa de reduzir esse tipo de comportamento. De forma pioneira no país, implantamos um programa antibullying, denominado de “Programa Educar para a Paz”, por nós elaborado e desenvolvido, em uma escola de São José do Rio Preto. Como resultado, obtivemos índices significativos de redução do comportamento agressivo e expressiva melhora nas relações entre alunos e professores, além de melhorias no desempenho escolar. O resultado das pesquisas iniciais, que detectava em torno de 26% de vitimização, já no segundo semestre de implantação do programa caiu para 10%; e após dois anos, o resultado mostrava que havíamos chegado a patamares toleráveis, com índices de apenas 4% de vitimização.
O “Programa Educar par a Paz”, pode ser definido como um conjunto de estratégias psicopedagógicas que se fundamenta sobre princípios de solidariedade, tolerância e respeito às diferenças. Recebeu esse nome por acreditarmos que a paz é o maior anseio das crianças envolvidas no fenômeno, bem como de toda a sociedade. Envolve toda a comunidade escolar, inclusive os pais e a comunidade onde a escola está inserida. As estratégias do programa incluem o trabalho individualizado com o envolvidos em bullying – visando à inclusão e o fortalecimento da auto-estima das “vítimas” e a canalização da agressividade do “agressor” em ações pro-ativas – bem como o envolvimento de toda escola, pais e a comunidade em geral.
Grupos de “alunos solidários” atuam como “anjos da guarda” daqueles que apresentam dificuldades de relacionamento, dentro e fora da escola. Grupos de “pais solidários” auxiliam nas brincadeiras do recreio dirigido, junto aos “alunos solidários”. A interiorização de valores humanistas, bem como a discussão de “situações-problema” de cada grupo-classe, são estratégias que visam a educação das emoções, sendo desenvolvidas semanalmente, durante o encontro entre os tutores e suas turmas. Ações solidárias em prol de instituições filantrópicas são objetivos comuns a serem alcançados pela escola e comunidade.
Acreditamos que se existe uma cultura de violência, que se dissemina entre as pessoas, podemos disseminar uma contracultura de paz. Se conseguirmos plantar nos corações das crianças as sementes da paz – solidariedade, tolerância, respeito ao outro e o amor -, poderemos vislumbrar uma sociedade mais equilibrada, justa e pacífica. Construir um mundo de paz é possível, para isso, deve-se primeiramente construí-lo dentro de cada um de nós.
O Programa Educar para a Paz, vem sendo implantado em inúmeras escolas de todo o país, por ser de fácil adaptação à realidade escolar e por apresentar resultados, num curto espaço de tempo da sua implantação. Atualmente, promovemos cursos de formação de multiplicadores do Programa, atendendo tanto à rede particular de ensino como a pública, além de cursos de pós-graduação, com fundamentação em Psicanálise e Inteligência Multifocal. Em decorrência do contato direto com profissionais de educação, detectamos um dado surpreendente: é expressivo o número de profissionais que foram envolvidos pelo fenômeno quando estudantes e que trazem consigo suas conseqüências.
Por constatarmos altos índices de sintomas de stress entre eles, incluímos no Programa, o cuidado com a saúde emocional e o controle do stress. Acreditamos que pessoas saudáveis educam, crianças saudáveis. Nossa equipe atua sob supervisão psicológica e é composta por pedagogos e psicólogos.
Cleodelice Aparecida Zonato Fante
Texto retirado do site http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl84.htm
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